Corretor, aprenda a controlar seu dinheiro!

Copia de 7

Em um mês se vende muito, e em outros três se vende nada. E a sua conta bancária, amigo(a), como fica? A corretagem de imóveis é uma profissão versátil e dinâmica, mas tem seus percalços: você não tem a certeza do salário do próximo mês. Isso com certeza preocupa e assusta qualquer corretor de imóveis: não saber se vai poder viajar no final de ano, trocar de moradia ou colocar os filhos em boas escolas. Mas o que você faz para controlar seu dinheiro ao invés que ele controle você? O intuito deste texto não é tornar você um especialista financeiro, mas sim, mostrar que você pode (e deve) dar mais atenção em como você cuida dos seus rendimentos. A lógica que embasa o tema das finanças pessoais é o mesmo que rege uma empresa qualquer: a entrada de dinheiro deve ser maior do que a saída, ponto final. Se você não planeja o que fazer com seu salário, está a mercê da maré. É como Sêneca cita: “não existe vento favorável para quem não sabe o porto que quer chegar”, e todos querem chegar a um bom porto, todas as pessoas sonham em ser bem-sucedidas, terem dinheiro para satisfazer suas necessidades, desejos e anseios. Mas quantas delas tomam as rédeas da situação e pensam no que fazer com ele? Não só depois de gastá-lo, mas antes disso, você pode, sim, dar um rumo diferente para o dinheiro. O que precisamos é apenas uma coisa: conscientização. Conscientização de que isso é importante e que vai fazer a diferença no seu futuro, seja para tirar você do negativo, seja para garantir sua aposentadoria tranquila. Geralmente, as pessoas passam por alguns estágios de organização em finanças pessoais. O primeiro, e talvez o mais importante, já fora citado: a conscientização. Se deixar seu quarto bagunçado, livros pelo chão e roupas pela cama, com certeza não encontrará o que precisa, ou no mínimo vai demorar mais para isso. Com o seu dinheiro é a mesma coisa, se você não colocá-lo nas gavetas certas, não saberá para onde ele está indo. Ok, mas e a parte prática? Você deve listar todos os seus gastos, tanto os fixos quanto tentar prever os variáveis. Coloque todas estas saídas em um Excel® ou até mesmo em um caderno, mas faça. Escreva todos os gastos que você sabe que terá ao longo do mês: água, luz, condomínio, aluguel, tudo! Estime quanto você vai gastar de gasolina, estime quanto será sua conta de telefone. Ao somar tudo isso você terá um valor, essa quantia será seu caixa mínimo. Ou seja, você tem que ter fôlego financeiro para isso. Sabemos que é mais difícil ainda quando se tem remuneração variável, e é por isso mesmo, que você deve dar mais atenção às suas finanças.
O segundo passo é a disciplina: agora que você sabe pra onde vai uma parte de seu dinheiro, é necessário acompanhar estes gastos ao longo do mês. O ideal é que você anote todas as suas despesas no momento que elas ocorrerem: tomou um cafezinho no fim da tarde? Anote o valor. Fez as compras para a janta da sexta-feira? Anote os gastos. Desta maneira você começará a perceber o que você pode evitar gastar e o que você não pode. No final do mês, você saberá quanto saiu de sua conta. É como se você fosse uma empresa: suas entradas tem que ser maiores que suas saídas, ponto final. A maioria das pessoas não sabe quanto gasta durante o ano. Se sobrar um dinheirinho no final do mês, será sorte, não mérito de sua organização. Não quero que você economize cada centavo de suas economias e não viva a vida, mas sim, que você diferencie o que está dentro de seu padrão de vida e o que ainda não está.
O terceiro passo é começar a poupar. Depois de ter quitado suas dívidas, reserve uma parte de seu dinheiro simplesmente para guardá-lo. De preferência, logo no início do mês ou quando receberes sua comissão (se você deixar o dinheiro da poupança junto com o do dia-a-dia, é bem provável que ele vá embora). O ideal é que você comece poupando pouco, para não sentir no seu bolso. Reserve e quando houver um gasto inesperado ou uma emergência você estará preparado para isso. Se você guardar 10 reais, bom. Se conseguir 50, ótimo. Se for 100, em breve verá seu patrimônio crescer muito mais rápido do que imagina. Um valor como ideal são 10% dos seus rendimentos. Se puder mais, melhor.
Depois que você tomar gosto pelo hábito de poupar é hora de fazer o dinheiro trabalhar para você: o quarto estágio é o do investimento. Aqui você já deve saber para onde vai seu dinheiro e quanto você pode gastar, então direcione sua poupança para algo que lhe traga retorno. Atualmente, são diversas as opções tanto para pessoas mais conservadoras quanto para as que querem arriscar mais. Você pode começar pela Poupança, mas verá que existem investimentos mais rentáveis e com risco semelhante ao dela (que é quase nulo). Experimente novos investimentos e veja que seu dinheiro pode lhe render muito mais. Veja o exemplo: se você poupar R$ 10,00 (dez reais) por mês em 20 anos na Poupança, terá no final do período, R$ 4.058,04*. Ok, não é uma fortuna, mas veja que o sacrifício de poupar dez reais não é muito grande, e com a quantia guardada se pode fazer bastante coisa. Isso que estamos falando de um investimento com baixo retorno, agora imagine as possibilidades se pensarmos um pouco mais longe?
Se você perceber a importância de gerenciar suas finanças, nunca mais vai querer parar, pois verá que com um pouco de disciplina será capaz de mudar aos poucos sua preocupação com o dinheiro. Não importa se você vai fazer um orçamento super elaborado ou se vai apenas se conscientizar sobre a importância da educação financeira, a questão é sobre controlar seu patrimônio ao invés que ele te controle.

*Desconsiderando a inflação no período.

Henrique Ramos
Gerente da Fotografia Imobiliária, formado em Administração pela UFRGS. Tem experiência na área de consultoria empresarial, já tendo elaborado Planos de Negócio, Planos de Marketing e Planejamento Estratégicos. Já foi diretor de finanças da PS Júnior Consultoria Empresarial.

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